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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 02:09:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O “RETORNO À ORIGEM” 1 “O enredo mítico-ritual da renovação periódica do Mundo pode revelar-nos uma das funções predominantes do mito, tanto nas culturas arcaicas como nas primeiras civilizações do Oriente”. A ideia implícita nessa crença é que se trata da primeira manifestação de uma coisa que é significativa e válida, e não de suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;" align="CENTER"><big><strong> O “RETORNO À ORIGEM”</strong></big> <a name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"></a><sup>1</sup></p>
<p style="text-align: center;" align="JUSTIFY"><big><em>“O enredo mítico-ritual da renovação periódica do Mundo pode revelar-nos uma das funções predominantes do mito, tanto nas culturas arcaicas como nas primeiras civilizações do Oriente”.</em></big></p>
<p style="text-align: justify;"><big><span style="color: #000080;"><big>A ideia implícita nessa crença é que se trata da primeira manifestação de uma coisa que é significativa e válida, e não de suas epifanias sucessivas. De modo análogo, ensina-se à criança não o que o pai e o avô fizeram, mas o que foi feito pela primeira vez pelos Ancestrais nos Tempos míticos. Evidentemente, o pai e o avô nada mais fizeram senão imitar os Ancestrais; poder-se-ia pensar, portanto, que, imitando o pai, seriam obtidos os mesmos resultados. Mas pensar assim seria menosprezar a função essencial do Tempo da origem que, como vimos, é considerado um tempo &#8220;forte&#8221; justamente porque foi, de certo modo, o &#8220;receptáculo&#8221; de uma nova criação. O tempo decorrido entre a origem e o momento presente não é &#8220;forte&#8221; nem &#8220;significativo&#8221; (salvo, bem entendido, os intervalos em que se reatualizava o tempo primordial), razão por que é negligenciado ou por que se procura aboli-lo. Nesse exemplo, trata-se de um ritual em que os mitos cosmogônicos e de origem são recitados em beneficio de um único indivíduo, como no caso dos curandeiros. Mas o &#8220;retorno à origem&#8221;, que permite reviver o tempo em que as coisas se manifestaram pela primeira vez, constitui uma experiência de importância capital para as sociedades arcaicas. Discutiremos essa experiência por diversas vezes, nas páginas seguintes. Citaremos, aqui, contudo, um exemplo de recitação solene dos mitos cosmogônicos e de origem nas festividades coletivas da ilha Sumba. Por ocasião de acontecimentos importantes para a comunidade — uma colheita abundante, a morte de um membro eminente, etc. — constrói-se uma casa cerimonial (<em>mara-pu</em>) e os narradores, nessa oportunidade, contam a história da Criação e dos Ancestrais. &#8220;Por ocasião de todos esses acontecimentos, os narradores evocam com veneração o &#8220;começo&#8221;, isto é, o momento em que se formaram os princípios da própria cultura, e que é preciso preservar como o mais valioso dos bens. Um dos aspectos mais notáveis da cerimônia é essa recitação, que na realidade se apresenta como uma troca de perguntas e respostas entre dois indivíduos até certo ponto homólogos, pois são escolhidos de dois clãs unidos por laços de parentesco exógamos. Assim, nesse instante capital, os dois recitantes representam todos os membros do grupo, inclusive os mortos — o que faz com que a recitação do mito tribal (que é preciso, ao mesmo tempo, representar como um mito cosmogônico), beneficie ao grupo inteiro&#8221;. Em suma, trata-se de rituais coletivos de uma periodicidade irregular, incluindo a construção de uma casa de cultos e a recitação solene dos mitos de origem de estrutura cosmogônica. O beneficiário é a comunidade inteira, incluindo os vivos e os mortos. Por ocasião da reatualização dos mitos, a comunidade inteira é renovada; ela reencontra as suas &#8220;fontes&#8221;, revive as suas &#8220;origens&#8221;. A ideia de uma renovação universal produzida pela reatualização cultural de um mito cosmogônico é encontrada em muitas sociedades tradicionais.</big></span></big><br />
___________________________________________________________<br />
1 Texto de Mircea Eliade. In: Mito e Realidade, p. 27-28. Editora Perpectiva.<span style="font-size: x-small;"><br />
2 Cf. Le Mythe de l&#8217;Éternel Retour. cap. II e passim.<br />
3 C. T. Bertling, Notes on Myth and Ritual in Southeast Asia (Haia, 1958), págs. 3-4.</span></p>
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